Sim, eu sei! Todo mundo tem problemas! Problemas surgem e desaparecem de nossas vidas como qualquer truque de mágica vagabundo que se encontra em qualquer esquina de qualquer lugar.
Ter problema é um fato. Encontrar problema em tudo é burrice, é atraso de vida, é regredir, é permanecer na ignorância... É buscar cobra em cabeça de piolho! (trocadilho inútil).
Qual o problema em aceitar as diferenças? Caramba, são as diferenças que tornam todas as coisas interessantes. Que se fodam as convenções aristocratas hipócritas. Não me interessam pragas dogmáticas que nos empurram, nos espremem, nos entortam até nos deixar impecavelmente retos, lisos, insuportavelmente quadrados. Sabias são as palavras anacronicamente cabíveis de Pitty:
“Esqueci as regras do jogo
E não posso mais jogar
Veio escrito na embalagem
Use e saia pra agitar
Vou com os outros pro abate
O meu dono vai lucrar
Seja cedo ou seja tarde
Quando isso vai mudar?
E eu me vendo como um brinquedo torto
E eu me vendo como uma estátua”
Entorte-se, mas seja o diferente do seu jeito.
Qual o problema em mostrar sua cara? Não existe beleza maior do que sair pra guerra de cara limpa. Esse joguinho de “máscaras que caem” já era, já foi, se escafedeu. No Top of Mind do caráter, transparência é o up que faltava para sua reciclagem de consciência, de dignidade e de respeito. Vergonha? Qualquer covarde sente um friozinho funesto ao escutar essa palavra. Dê sua cara a tapa, porque aí sim você terá um motivo convincente pra revidar com uma porrada (que belo feedback hein?).
Seja cada vez mais você! Mais! Mais! Muito mais! Sempre mais!
Qual o problema em sonhar? Sonha! Viaja! Inventa! Voa! Mas quando sentir que seus pés saíram 1 cm do chão, então ok! Chega, volta que ta na hora de sonhar acordado! Sem medo e nem neura, planeja, ousa ser ambicioso um pouquinho, projeta a arquitetura do seu futuro. E o mais importante, mecha-se e realize! Planejar todos podemos. Conquistar é pra quem pode sonhar de verdade! É coisa de gente grande!
Deixa Cinderela, Chiquititas e HSM* pras crianças (ou aqueles que ainda acreditam que são)
Afinal, qual o seu problema? Você é diferente.
Afinal, qual o seu medo? Você é único na sua verdade.
Afinal, qual o seu sonho? Você é livre pra conquistar o mundo!
Leia mais Jabor e seja mais idiota!
Fica a dica!
*High School Musical 1, 2, 3, 45.210...
sábado, 7 de março de 2009
sábado, 22 de novembro de 2008
O Terminal!
Vendo sua imagem desfocada naquele vidro sujo, sendo interrompida somente pelos vultos daqueles que, assim como ela, buscavam um destino, ou apenas chegavam de mais uma jornada. Mas o que ele via na verdade não era mais seu rosto que quando menina, um dia sorria pelo simples fato de saber que iria estar de novo junto dele. Aquela noite, aquele terminal representou o dia que ela talvez nunca estivesse preparada de verdade para que chegasse, ou então estivesse, só não aceitava a idéia de que ele realmente estivesse próximo de acontecer. Ninguém esperava, ninguém podia acreditar.
____________________________________________________________________
Perdida, atônita em pensamentos vagos e lembranças remotas, seu olhar se perdia naquela noite nebulosa e o som dos primeiros pingos de chuva, lhe trazia de novo para a realidade. Quase que coincidentemente, seu ônibus chegava. Era hora de embarcar, e sua viagem era para um futuro de um passado que agora havia deixado de existir.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Olhando pela janela, imagens destorcidas pelas gotas no vidro, seus olhos cansados se recusavam a se fechar. Ela não queria dormir, não queria sonhar e ter que acordar de um sonho bom. Talvez permanecer acordada lhe confortasse. Ou talvez apenas não quisesse esquecer. Ou só quisesse não lembrar. Tirou da mochila a foto, aquela foto de sua ultima viagem juntos. Um sorriso, tímido e escondido surgiu-lhe no canto da boca. Fechou os olhos... encostou a cabeça no banco... a lágrima correu. Adormeceu enfim.
____________________________________________________________________
Ele embarca no metrô. Ela não pode ir. Seu coração agora dói. As portas se fecham. Ele está sorrindo. Um último sorriso. O metrô parte. Ela vira-se. Fecha os olhos.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Acorda quando as luzes do ônibus se acendem, reconhece aquele lugar, relembra o que aquela cidade representava e tudo o q tinha deixado pra trás. Não quer mais adiar. Guarda a foto, agora amassada, na mochila. Tira seu casaco, apesar de não saber ao certo se sentia frio ou não. Desce. Olhando para os lados, olhando aqueles rostos desconhecidos, cansados, imagina se alguém também está ali pelo mesmo motivo ou se apenas estão chegando de mais uma viagem como outra qualquer. Ela preferia não ter que ter feito essa viagem. Estava acabando. Saiu.
____________________________________________________________________
Caminhando sobre aquela neblina das últimas horas da madrugada, seus passos eram incertos, mas firmes, não era hora pra se fraquejar. Não podia. Não tinha que ser assim. Não queria e a havia prometido pra si mesma não chorar mais. O caminho era longo. Apressou-se. Já amanhecia e claridade trazia junto os primeiros sinais de realidade. O cheiro da grama lhe fez sentir saudade da infância, por um instante havia esquecido tudo. Parada ali na frente de um lugar que mais parecia um bosque, um parque, um casa de campo, sentiu que não estava só.
Caminhando sobre aquela neblina das últimas horas da madrugada, seus passos eram incertos, mas firmes, não era hora pra se fraquejar. Não podia. Não tinha que ser assim. Não queria e a havia prometido pra si mesma não chorar mais. O caminho era longo. Apressou-se. Já amanhecia e claridade trazia junto os primeiros sinais de realidade. O cheiro da grama lhe fez sentir saudade da infância, por um instante havia esquecido tudo. Parada ali na frente de um lugar que mais parecia um bosque, um parque, um casa de campo, sentiu que não estava só.
____________________________________________________________________
Lembrava daquele caminho como se estivesse ali no dia anterior, guiava-se por uma força que não poderia e nem conseguiria explicar. Estava ali. Era ali. Ajoelhando-se na grama ainda molhada pelo orvalho, sem se preocupar se sujaria sua roupa, tirou a mochila, colocou em sua frente, abriu-a. Parou.
____________________________________________________________________
Respirou em silêncio.
____________________________________________________________________
Tirou dali aquela mesma foto, uma flor já seca pelo tempo, aquela mesma flor que haviam fotografado juntos na ultima viagem. Sentiu o sol. Sentiu paz. Deixou sobre a lápide fria. A tristeza agora era saudade, o medo agora era segurança, a lembrança lhe trouxe de volta o sorriso. Todos os momentos felizes, todas as horas juntos, todas as viagens, cada palavra, cada gesto, cada sorriso. Agora o sorriso era evidente em sua face, divertiu-se ao lembrar-se das brincadeiras, das piadas, das conversas jogadas fora. Percebeu então que tudo o que foi vivido, não foi em vão e que a intensidade de como foi vivido superava a distancia e a saudade.
____________________________________________________________________
____________________________________________________________________
Levantou-se. Olhou por um breve instante para a flor. Ergue a cabeça, olhou em volta, pensou nele mais uma vez, respirou, sorriu. Virou-se e seguiu em direção a saída. O terminal a esperava. Pra onde iria? Ela não queria saber, não importava mais. Estava feliz e iria pra onde seus sonhos a guiassem. Partiu com passos sem pressa e sem direção. Estavam felizes. Separados e unidos pela eternidade.
Para Becky!
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
segunda-feira, 22 de setembro de 2008
O que é “você”
Talvez umas das principais características que tornem a palavra você tão importante e tão simples ao mesmo tempo, esteja em sua origem. O pronome de tratamento “você” teve sua origem na realeza portuguesa tendo como uso inicial a expressão “Vossa Mercê”, que ao longo do tempo foi sofrendo adaptações para “vossemecê”, “vosmecê” até chegar no “você” que todos conhecemos hoje. Já que “tu” era utilizado apenas quando existia algo grau de intimidade, logo “você” acabou por tornar-se uma das palavras mais comuns no nosso vocabulário. Comum, porém, não menos importante.
Pode não parecer, mas se pararmos pra pensar, “você” é o oposto maior de “eu”, será então esse um conflito da existência humana? Possivelmente não! Apesar de opostos, acredito que tais termos são sempre complementares, claro que isso é uma posição particular, porque pra mim essa teoria de que “os opostos se atraem” na prática não funciona, digo por experiência própria, acredite. Mas deixando de lado o meu “eu”, e voltando para o “você” de todos nós, se fossemos contar cada vez que o pronunciamos, nos depararíamos com um numero bem significante, o que nos deve fazer parar e refletir racionalmente e chegar a uma conclusão: pensar só em si mesmo e esquecer do oposto, não nos permite encontrar aquilo que nos complementa, porque “eu” sozinho sou apenas eu, mas “eu” e “você” possivelmente poderá ser “nós”.
Claro que todo apelo narcisista que o desejo capitalista nos impõe de querer sempre mais para nós mesmos pode impedir que tal relação possa ser notada. Queremos ser sempre os mais belos, mais ricos, mais poderosos, os mais bem sucedidos, mas muitos se esquecem que se não existisse o outro, o “você”, não haveria quem admirasse toda essa exaltação individualista, o que no fim acaba acontecendo é que seremos os mais belos, mais poderosos, mais ricos e os mais sozinhos, porque esquecemos de que sozinhos podemos ter tudo, mas sem alguém que nos complete, seremos nada.
Quem sabe, o que torne essa palavra tão completa seja no fundo sua simplicidade, assim como os atos mais simples que permitem que nossa vida tenha um sentido, atos como o abraço (sozinho você não conseguirá obter um retorno, ao menos que você tente abraçar uma árvore ou o seu cão, mas aí vai da necessidade de cada um), o beijo (tudo bem, treinar beijo no espelho não conta) e até mesmo o sexo (não é necessário entrar nos detalhes, cada um conta com a mão amiga que precisa). Enfim, existem pessoas que dizem serem felizes sozinhas, agora se elas realmente acreditam nisso já não tenho tanta certeza. Está na capacidade de cada um querer ou não assumir sua dependência, já que a independência, em qualquer circunstancia que seja, é sempre colocada no pedestal do sucesso, se a felicidade esta presente? Fica a incógnita!
Se mesmo assim você pensa mais no “eu”, no seu “eu”, não se sinta culpado, todos nós somos assim, todos nós temos um pouco de você, cabe decidir se isso te faz ser realmente quem é, ou ser apenas alguém que no fim nem mesmo você saiba quem seja. Fica a dica.
Pode não parecer, mas se pararmos pra pensar, “você” é o oposto maior de “eu”, será então esse um conflito da existência humana? Possivelmente não! Apesar de opostos, acredito que tais termos são sempre complementares, claro que isso é uma posição particular, porque pra mim essa teoria de que “os opostos se atraem” na prática não funciona, digo por experiência própria, acredite. Mas deixando de lado o meu “eu”, e voltando para o “você” de todos nós, se fossemos contar cada vez que o pronunciamos, nos depararíamos com um numero bem significante, o que nos deve fazer parar e refletir racionalmente e chegar a uma conclusão: pensar só em si mesmo e esquecer do oposto, não nos permite encontrar aquilo que nos complementa, porque “eu” sozinho sou apenas eu, mas “eu” e “você” possivelmente poderá ser “nós”.
Claro que todo apelo narcisista que o desejo capitalista nos impõe de querer sempre mais para nós mesmos pode impedir que tal relação possa ser notada. Queremos ser sempre os mais belos, mais ricos, mais poderosos, os mais bem sucedidos, mas muitos se esquecem que se não existisse o outro, o “você”, não haveria quem admirasse toda essa exaltação individualista, o que no fim acaba acontecendo é que seremos os mais belos, mais poderosos, mais ricos e os mais sozinhos, porque esquecemos de que sozinhos podemos ter tudo, mas sem alguém que nos complete, seremos nada.
Quem sabe, o que torne essa palavra tão completa seja no fundo sua simplicidade, assim como os atos mais simples que permitem que nossa vida tenha um sentido, atos como o abraço (sozinho você não conseguirá obter um retorno, ao menos que você tente abraçar uma árvore ou o seu cão, mas aí vai da necessidade de cada um), o beijo (tudo bem, treinar beijo no espelho não conta) e até mesmo o sexo (não é necessário entrar nos detalhes, cada um conta com a mão amiga que precisa). Enfim, existem pessoas que dizem serem felizes sozinhas, agora se elas realmente acreditam nisso já não tenho tanta certeza. Está na capacidade de cada um querer ou não assumir sua dependência, já que a independência, em qualquer circunstancia que seja, é sempre colocada no pedestal do sucesso, se a felicidade esta presente? Fica a incógnita!
Se mesmo assim você pensa mais no “eu”, no seu “eu”, não se sinta culpado, todos nós somos assim, todos nós temos um pouco de você, cabe decidir se isso te faz ser realmente quem é, ou ser apenas alguém que no fim nem mesmo você saiba quem seja. Fica a dica.
Assinar:
Comentários (Atom)
