Talvez umas das principais características que tornem a palavra você tão importante e tão simples ao mesmo tempo, esteja em sua origem. O pronome de tratamento “você” teve sua origem na realeza portuguesa tendo como uso inicial a expressão “Vossa Mercê”, que ao longo do tempo foi sofrendo adaptações para “vossemecê”, “vosmecê” até chegar no “você” que todos conhecemos hoje. Já que “tu” era utilizado apenas quando existia algo grau de intimidade, logo “você” acabou por tornar-se uma das palavras mais comuns no nosso vocabulário. Comum, porém, não menos importante.
Pode não parecer, mas se pararmos pra pensar, “você” é o oposto maior de “eu”, será então esse um conflito da existência humana? Possivelmente não! Apesar de opostos, acredito que tais termos são sempre complementares, claro que isso é uma posição particular, porque pra mim essa teoria de que “os opostos se atraem” na prática não funciona, digo por experiência própria, acredite. Mas deixando de lado o meu “eu”, e voltando para o “você” de todos nós, se fossemos contar cada vez que o pronunciamos, nos depararíamos com um numero bem significante, o que nos deve fazer parar e refletir racionalmente e chegar a uma conclusão: pensar só em si mesmo e esquecer do oposto, não nos permite encontrar aquilo que nos complementa, porque “eu” sozinho sou apenas eu, mas “eu” e “você” possivelmente poderá ser “nós”.
Claro que todo apelo narcisista que o desejo capitalista nos impõe de querer sempre mais para nós mesmos pode impedir que tal relação possa ser notada. Queremos ser sempre os mais belos, mais ricos, mais poderosos, os mais bem sucedidos, mas muitos se esquecem que se não existisse o outro, o “você”, não haveria quem admirasse toda essa exaltação individualista, o que no fim acaba acontecendo é que seremos os mais belos, mais poderosos, mais ricos e os mais sozinhos, porque esquecemos de que sozinhos podemos ter tudo, mas sem alguém que nos complete, seremos nada.
Quem sabe, o que torne essa palavra tão completa seja no fundo sua simplicidade, assim como os atos mais simples que permitem que nossa vida tenha um sentido, atos como o abraço (sozinho você não conseguirá obter um retorno, ao menos que você tente abraçar uma árvore ou o seu cão, mas aí vai da necessidade de cada um), o beijo (tudo bem, treinar beijo no espelho não conta) e até mesmo o sexo (não é necessário entrar nos detalhes, cada um conta com a mão amiga que precisa). Enfim, existem pessoas que dizem serem felizes sozinhas, agora se elas realmente acreditam nisso já não tenho tanta certeza. Está na capacidade de cada um querer ou não assumir sua dependência, já que a independência, em qualquer circunstancia que seja, é sempre colocada no pedestal do sucesso, se a felicidade esta presente? Fica a incógnita!
Se mesmo assim você pensa mais no “eu”, no seu “eu”, não se sinta culpado, todos nós somos assim, todos nós temos um pouco de você, cabe decidir se isso te faz ser realmente quem é, ou ser apenas alguém que no fim nem mesmo você saiba quem seja. Fica a dica.
Pode não parecer, mas se pararmos pra pensar, “você” é o oposto maior de “eu”, será então esse um conflito da existência humana? Possivelmente não! Apesar de opostos, acredito que tais termos são sempre complementares, claro que isso é uma posição particular, porque pra mim essa teoria de que “os opostos se atraem” na prática não funciona, digo por experiência própria, acredite. Mas deixando de lado o meu “eu”, e voltando para o “você” de todos nós, se fossemos contar cada vez que o pronunciamos, nos depararíamos com um numero bem significante, o que nos deve fazer parar e refletir racionalmente e chegar a uma conclusão: pensar só em si mesmo e esquecer do oposto, não nos permite encontrar aquilo que nos complementa, porque “eu” sozinho sou apenas eu, mas “eu” e “você” possivelmente poderá ser “nós”.
Claro que todo apelo narcisista que o desejo capitalista nos impõe de querer sempre mais para nós mesmos pode impedir que tal relação possa ser notada. Queremos ser sempre os mais belos, mais ricos, mais poderosos, os mais bem sucedidos, mas muitos se esquecem que se não existisse o outro, o “você”, não haveria quem admirasse toda essa exaltação individualista, o que no fim acaba acontecendo é que seremos os mais belos, mais poderosos, mais ricos e os mais sozinhos, porque esquecemos de que sozinhos podemos ter tudo, mas sem alguém que nos complete, seremos nada.
Quem sabe, o que torne essa palavra tão completa seja no fundo sua simplicidade, assim como os atos mais simples que permitem que nossa vida tenha um sentido, atos como o abraço (sozinho você não conseguirá obter um retorno, ao menos que você tente abraçar uma árvore ou o seu cão, mas aí vai da necessidade de cada um), o beijo (tudo bem, treinar beijo no espelho não conta) e até mesmo o sexo (não é necessário entrar nos detalhes, cada um conta com a mão amiga que precisa). Enfim, existem pessoas que dizem serem felizes sozinhas, agora se elas realmente acreditam nisso já não tenho tanta certeza. Está na capacidade de cada um querer ou não assumir sua dependência, já que a independência, em qualquer circunstancia que seja, é sempre colocada no pedestal do sucesso, se a felicidade esta presente? Fica a incógnita!
Se mesmo assim você pensa mais no “eu”, no seu “eu”, não se sinta culpado, todos nós somos assim, todos nós temos um pouco de você, cabe decidir se isso te faz ser realmente quem é, ou ser apenas alguém que no fim nem mesmo você saiba quem seja. Fica a dica.

7 comentários:
Adorei o texto. Bem escrito.
Todo texto é uma forma de externalização. Este, por exemplo, revela seu processo de "amadurecência". Entre ambivalências e ambiguidades, penso que você tem resolvido bem <"ambas as duas">. Só não se perca no caminho.
Go ahead...
M.
"(...)e até mesmo o sexo (não é necessário entrar nos detalhes, cada um conta com a mão amiga que precisa)."
Você costuma ser depravadamente ambíguo assim sempre? hahaha!
Adorei o que escreveu, também sou um dos que acreditam que o "orgulho da independência" é um refúgio dos sozinhos. Uma vez que ser independente não é ter um déficit de sentimento pelo outro.
É sempre bom ter em mente que pensar em "mim" é plausível; mas, sem esquecer de pensar no(s) "você(s)" que estão ao nosso redor.
Nos que valem a pena, indeed.
;)
Viniii!!
Seja bem vindo!
Já te adicionei no meu blog!!
Temos que ser fregueses um do outro auahauuahauaa
muito bommmm!!!
bjusss
belo texto e vou dar uma comentada rapida com frase do seu proprio texto, que nao deixa de ser a pura VERDADE. UM GRANDE ABRAÇO.
"porque esquecemos de que sozinhos podemos ter tudo, mas sem alguém que nos complete, seremos nada."
PARABENS PELA COLOCAÇAO.
Vinii, agora que pude ler com mais calma! É meu amigo, tinhamos futuro desde os tempos do colégio.. e que tempos! Fomos desenvolvendo esta capacidade de expressão através da escrita, que NÓS, EU e VOCÊ, nos entendiamos muito bem neh!!!
O texto está muito bom, muito bem escrito e profundo, algo típico e comum, quando se diz respeito a Vinícius Ferreira!
Vc vai vir mesmo?????? Me liga, to sem net, e sem tel.. essa semana naum entrei no orkut! auhuahauuaha recados.. por BLOG mesmoooo auhauauh
bjussssssss
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